quarta-feira, 23 de julho de 2008

Pra minha amiga Keka. A minha amiga mais velha, mas ela é nova.

A Rosa Branca da Lua


Quem a viu? Quem a vê?
Talvez só a quem o perfume prevê
Ou sua brisa azul faça-se perceber
O quanto é raro de se ver
Flor-de-maio brotar em chão de prata
E tal beleza ainda se manter.

Quem a toca? Quem a sente?
Talvez só a quem ela mesmo receber
Ou o seu brilho forte remeter.
Pois em noite negra a rosa branca
Não serena e pequena faz porque
Do seu charme e seu poder.

Não teme vento e ou seca,
Basta a véspera ou ceia
Que ali forte vai estar.
Assim odeia o que fraqueja
E os que ousam fraquejar,
Indo a forra no seu conquistar.

Inocente enseja a vida
De bichos e de sonhos
Ensinando-os a sua língua falar
O que no seu jardim ha de mais belo
Sem mesmo precisar de um castelo
Ou que precise-se murar.

A verdade é que de doce
Faz-se bela, de bela se faz meiga,
De meiga se faz singela
Assim se faz aquela
Que vivendo em sua lua
Transforma qualquer cratera
Em inesquecível pintura de oleo em tela

Uma rosa branca e pura que nasceu sem se plantar.

...
Raquel é uma amiga que conheço desde o maternal, hoje em dia já é dificil se manter pelomenos contato, imagine amizade com alguém por mais do que alguns meses, algumas semanas. Guardo todos no coração as vezes uns mais distantes que outros, mas amigo é que não liga pra isso: tempo, distancia, condições financeiras, bens materiais essas coisas... Sempre quando se volta depois de um tempo em branco, a sensação é a mesma de ter um amigo...

E parabéns por mais uma formatura.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

1.11 Com verdadeiro amor

Dedicatória


Quando me faltar um verso

Vou pensar em você

Que por mais que não escreva

Um belo poema

O que vou sentir quando pensar

Fará me sentir um livro


De toda sabedoria

De todas as histórias

Que irei ter e viver, junto,

Serei personagem do teu tempo

O seu herói, o seu amigo

Seu amante e o seu autor


Meu poema eu o recito

Em alguma página que te instigo

Com toda descrição do amor

Que retrato como paisagem

Em pelo menos meio capitulo

Sem palavras difíceis


Em frases macias

Numa trama envolvente

Que quando for cansativa

Em belas cantigas

Minhas histórias irão te ninar

Na pureza dos cenários em rosas

Que como nuvens irão se criar.


Se adormecer sobre o livro

Belos sonhos irão se realizar

Dos nossos romances,

Das nossas aventuras

Que só precisarão de um beijo

Em dedicatória em sua contracapa


Para nunca mais me faltar inspiração

Quando o livro que estiver escrevendo

Falar mais uma vez de amor.


Marcelo Bonates ( O Trovador )
Com todo amor
p/ Karolina

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Hoje faz sol, na praça, vamos passear?

PRAÇA DOS NAMORADOS


Presentes, passos e mãos dadas

Ao fim de um dia especial

Ao por do sol que dorme triste

Em não namorar a lua e sua luz.

Passeiam

Jovens de alma enquanto amam

Sentados aos pares nos bancos

Vendo o véu da lua-branca

Cobrir a noite, casando o céu

Enquanto as luminárias aos poucos

Só mostram os sons das bocas beijantes

E as mãos que enxergam agora o prazer

No centro da praça

Como se atraísse paz

Pelo maior dos monumentos

O busto do amor palpável.


Marcelo Bonates (O Trovador)

06.06.2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Olhos Negros que claream sorrisos brancos.

Olhos Negros


Ha quem queira um amor fácil
Ou um que seja dado pelos céus
Sem esforços o que não traz a ardência
Das grandes paixões

Ha quem queira um amor livre
Ou um modernizado pelos céticos
Sem o prazer de uma estabilidade
E sim pelo prazer de uma atração desenfreada.

Ha também os que ainda aspiram
Amores como odores de rosas
Sendo levados para o seu intimo
E buscando o êxtase do amor como a nova aurora.

Desses, os verdadeiros amantes,
Que em crisálida de paixão
Virar-se-á em poesia todo seu desejo
Tornam-se fragilizados e amedrontados.
Até firmar-se e concretiza-se toda sua fé,
Para surgir de novo em vôos de felicidade.

E como destes espero voltar a voar
Buscando no fundo dos teus olhos negros,
Que não são escuros porque brilham
E não ofuscam pois carregam a luz dos inocentes,
Um abrigo e um altar
Para casar o amor e a confiança
De quem lhe procuram
Para renascer em tempo
Recriar de sonho e te eternizar em versos.


Texto produzido por:
Marcelo Bonates

domingo, 1 de junho de 2008

BATE CORAÇÃO ... que sou teu companheiro até no sofrer, em vez de chorar... ri um pouco que é pra compensar

CRÔNICAS DO CORAÇÃO


Há muito tempo,
O coração tem sido descrito
Como um espaço;
Câmaras ocas, preenchidas momentaneamente
Por algo que entra e sai
Pulsando.

O que faz pensar que a vida
É apenas um lapso de tempo
De vida e morte, a cada espaço vazio
Preenchido ou esvaziado.

Há ainda os que o vêem como prêmio,
Um objeto-troféu, que não faz parte de um todo,
Com concorrentes, com disputas
Até mesmo covardes
Em que o mérito de tudo
Está numa conquista sem pódio.

O que perde o sentido de algo a ser dado,
Um presente que não é esperado
Mas é desejado mais que tudo
No final de uma data especial.

Há ainda os que o esquecem,
Os que o deixam tão imperceptível,
Tão prostrado e esquecido
Que o seu único sentido
É dividir dois espaços com uma porta
O de viver e o não mais estar aqui.

Algo tão mais abstrato e incerto
Do que ter fé em coisas que não são visíveis
Mas são tão mais tocáveis ao ponto
De trazer de volta quem atravessou a porta sem querer.

Aos poucos, os vivos, livres de qualquer descrença
Faz-se coração de todos os momentos cheios de vida
Com fé de que a porta, aberta, é só mais uma razão
Para querer voltar, sorrir, pulsar
Preencher espaços vazios e premiar
O tempo com mais uma vida.

Marcelo Bonates (O Trovador)
02.06.2008