sexta-feira, 12 de junho de 2009

DIA DOS NAMORADOS

A GRANDE HISTÓRIA

O dia dos namorados uma data ilustre do nosso calendário, implantando em nossa cultura unicamente para fins comerciais, já que sua história foi escrita com a chegada de um empresário, que para aquecer as vendas do período, avaliou junto com outros comerciantes em por a data pra 12 de junho, pois é véspera de Santo Antonio , para nós santo casamenteiro, que só é conhecido assim por uma imensa consciência do destino ou será um milagre, pois a moça num acesso de raiva (devido o fato de não conseguir arrumar um marido como era de obrigação das moças da época), durante uma oração atirou sua imagem (de Santo Antonio) pela janela e acertou um moço a qual prontamente atendeu e sobre os seus cuidados o moço se apaixonou por ela e enfim se casou. Assim ficou para nós juntar o namoro ao casamento, dia do namoro e dia do casamento.


A verdade é que os dias dos namorados é uma data que realmente corresponde às histórias bonitas e muito mais dignas de serem relembradas e comemoradas, tal quanto quando eram apenas demonstrações de carinho, amor, afeto e o desafio do amor impossível, não representando apenas uma data consumista. A data real, na verdade são alguns dias entre 14 a 17 de fevereiro, que são as datas juntas de varias historias algumas da mitologia outras da igreja católica. Começando pela mais conhecida, o dia de São Valentim, 14 de fevereiro onde se comemora (se é que se comemora a morte de alguém) a memória da vida do Bispo Valentim, que em vida desafiou o Imperador Cláudio II, que achava que o homem sem família só teria uma escolha ingressar no seu exercito e lutar pelos ideais de sua doutrina, pois sem laços seriam mais capazes de lutar até a morte, assim proibindo os casamentos, enquanto que Valentim acreditando no amor continuava a casar secretamente os amantes, até ser descoberto e sentenciado a morte no dia 14 de fevereiro. Como surgiu a troca de presentes? Antigamente se trocavam papiros manuscritos ou mesmo pedaços de seus vestidos com escritas românticas feitos com poesias para as pessoas especiais celebrando o fato de então poderem ficar juntas depois do império de Cláudio II.


Já a mitologia com suas historias belas e sábias, nos contam duas lendas vinculadas a estas datas. A primeira é a de Juno (Hera), mulher de Júpiter (Zeus), conhecida por ser a ‘Deusa do Matrimônio’, que embora fosse das mais lindas criações femininas da historia, era obrigada a conviver com as andanças de Zeus com suas amantes, gerando até varias historias trágicas, porém muito belas, e seu sofrimento gerou seu titulo de matrimonio, pois só se sentiu completa depois do pacto de fidelidade de seu companheiro. Mas mesmo assim Zeus teve vários filhos com suas amantes, o mais conhecido foi Hercules. O que me chamou mais atenção foi o de seu filho Arcas que com a Bela Calisto, Hera com raiva e inveja de sua beleza transformou Calisto em um Urso e foi mandada para viver isolada em uma floresta, até que um dia depois de anos quando Calisto já estava a se esquecer de quem era reencontra um caçador que era Arcas seu filho já crescido e em um reflexo correu para abraçá-lo esquecendo que era um urso, Arcas assustado mirou sua lança no peito do Urso que me aparecera com os braços abertos como num ataque, Zeus assistindo em desespero mandou um raio e os lançou ao céu transformando os em constelação, formando assim a Ursa Maior e a Ursa Menor para virem juntos pela eternidade como não era feito em sua vida em terra. Insatisfeita, Hera, em ver seu companheiro dar tal regalia a uma rival, convenceu divindades que tomavam conta do oceano para que tais constelações não se escondessem no mar ou perto do mar, reza a lenda de que é por isso que tais constelações nascem no sentido contrario ao mar.


A segunda historia é a de Fausto (Pã, Lupércio ou Lupercus) muito conhecida por nós como o guardião de um jardim secreto no meio de um bosque sóbrio. Uma figura da mitologia meio home e meio bode que era convidado pelos donos de fazendas e terras grandes para afugentar os lobos pra não atacarem o gado em troca de comemoração de festa. Pois também é muito conhecido por seu amor a musica a alegria das grandes celebrações, contrastando seu lado sombrio e amargurado, tão temido por quem precisasse atravessar os bosques a noite já que sua tristeza e solidão era tanto a contaminar todo o bosque tornado um lugar até amaldiçoado, daí a origem da palavra PÂNICO, vindo de PÃ e seu bosque. Pã carregava consigo uma flauta chamada Syrinx, flauta essa muito conhecida até como a flauta de Pã, o que muitos não sabem é que Syrinx era o motivo da tristeza de Fausto, uma bela ninfa a qual ele se apaixonou, mas não fora correspondido pelo fato dele não ser nem Homem e nem Bode, cego paixão, Fausto, enlouquecido persegue Syrinx, que foge até as margens de um rio onde desesperada pediu paras ninfas do rio, Naiádes (formas belas de mulheres que tomavam de conta das águas abençoadas com poder de cura), que a as escondesse transformando-a em alguma coisa. Syrinx foi transformada então em bambu.Fausto ao chegar e não encontrar ninguém triste foi consolado por um som agradável saindo de um pedaço de madeira oca que corria vendo por dentro fazendo um assobio sonoro agradável, o bambu. Cortando em vários pedaços para formas as notas e dando o nome do seu grande amor... Syrinx. Fausto é comemorado até hoje em um templo na Grande Roma, para agradecer a fertilidade de suas terras pelos pastores, nas datas 15, 16 e 17 de fevereiro. Há! Um detalhe nessas festas os rapazes colocavam nomes de moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.


Pra mim? Até as experiências ruins do amor são belas, mas dignas de serem contadas e/ou mesmo vividas do que não tê-las pra contar. O mais triste não é ter tido alguém e sim não se esforçar para amar um novo alguém. Às vezes a gente quer unicamente o que planeja, o que miramos em nossas projeções e não damos abertura pra momentos que podemos viver e estão sempre mais acessíveis, do que todas aqueles momentos em que fantasiamos.


Amar é uma pratica diária, em aceitar, cuidar, acompanhar, viver junto, dividir, deixar o egoísmo de lado, ter coragem de dar a cara à tapa caso pense que se vai errar junto aquela nova pessoa e viver cada momento com tal importância que não fosse mais ter nenhum momento como esse. Sei que é uma frase batida, mas o medo que a gente tem de se entregar nunca é menor do que o medo de perder uma oportunidade, achando que sempre haverá outras... Das historias que escuto e leio e me apaixono, a única moral que tiro é que em todas ninguém teve medo de amar demais e sim de ficar só.

Fica a dica: AME


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Sorriso Bobo
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Bobos é o que nos faz o tal do amor,
O tal da paixão, o tal do encanto
Que nos deixa em qualquer canto
De sorriso bobo.

Até de boca fechada, mas ali meio de canto
Ele, todo bobo, o amor, dela
Junto à presença, dele.
Completamente bobo
Do encanto do sorriso dela.

Por um lado completamente cego,
Inexplicavelmente, por outro,
Sem tirar os olhos dela
Misteriosamente venéreo
O sorriso, agora dela,
Na loucura da imaginação dele
Todo bobo.

Agora, gago com um flerte,
Totalmente sem jeito
Como era o seu novo sorriso,
Largo em dentição,
Por se fazer dela, agora boba
Encenando

Atraindo a boca dele, num beijo
Com as mãos agora próximas
Tão mais dadas
Que os próprios sorrisos
Quando os olhares se cruzaram
Daquela primeira vez;
Em que bobos não conseguiram nem mesmo falar.

Assim como nós, só suspiramos
Bobos em histórias
Em que sorrisos
Tornaram-se amor.

Texto e Poesia de:
MARCELO BONATES

3 comentários:

Karol disse...

Te amo! ;*

Mariana disse...

adorei!!!

muito bom!!!

beijo!

Anônimo disse...

lindo, lindo, lindo.. a poesia mais que o texto! :x Parabéns!